Sem rótulos, sem pressa.
Há momentos na vida em que as palavras dos outros chegam como fardos, não como apoio.
Conselhos que não cabem. Explicações que não tocam. Respostas que, em vez de aliviar, nos afundam mais.
Se você está em um desses momentos (sem saber ao certo o que sente, ou sabendo e não encontrando saída), talvez o que você precise não seja de uma resposta. Talvez seja de um lugar onde a sua pergunta possa existir, sem pressa de ser resolvida.
Conheça-me
Sou psicanalista, doutor em Filosofia e licenciado em Artes Visuais. Estas, não são três formações separadas: elas se encontram numa mesma disposição, a de estar presente diante do que é difícil de dizer, do que escapa às palavras, do que ainda não tem nome.
A filosofia me ensinou que as boas perguntas valem mais do que as respostas fáceis. As artes visuais me afinaram o olhar para o que não se fala, mas se revela nos silêncios, nos gestos, no que fica na beira da frase. E a psicanálise me deu o espaço onde tudo isso se encontra: uma escuta que não julga, não apressa e não fabrica saídas mágicas.
Sou filiado à Escola de Psicanálise de Curitiba (EPC) e sou membro do Círculo Fenomenológico da Vida e da Clínica, sediado na Universidade de São Paulo. Atualmente, continuo meus estudos em psicanálise, por compreender que ela constitui um permanente processo de formação.
Se você sente que está no meio de uma travessia e quer um espaço onde isso possa ser dito sem pressa e sem julgamento, estou aqui.
Antes do divã
A psicanálise é um método de investigação da mente humana e uma forma de tratamento para o sofrimento emocional. Criada pelo médico austríaco Sigmund Freud na virada para o século XX, ela transformou profundamente a maneira como compreendemos a nós mesmos.
A ideia central da psicanálise é que não temos o controle total e consciente sobre tudo o que pensamos ou fazemos. Existe uma região da nossa mente chamada de “inconsciente”, que abriga memórias, desejos, medos e sentimentos profundos. Mesmo que a gente não se lembre ou não perceba essas coisas no dia a dia, elas continuam ativas e influenciam fortemente nossas escolhas, nossos relacionamentos e, muitas vezes, são a verdadeira causa de dores emocionais e angústias inexplicáveis.
Para qualquer pessoa que sinta que algo em sua vida se repete de formas que não consegue explicar ou mudar: dificuldades nos relacionamentos, angústia sem causa aparente, bloqueios profissionais, sintomas que persistem mesmo após tratamentos anteriores. Não é preciso ter um diagnóstico ou estar em crise. Muitas pessoas iniciam análise por um desejo de se conhecer melhor e de viver de forma mais plena.
Embora ambas trabalhem com a escuta, há diferenças importantes. A psicoterapia costuma ter objetivos e prazos definidos, focando na resolução de sintomas específicos. A psicanálise aposta em algo mais amplo: investigar as raízes inconscientes do sofrimento, incluindo aquilo que a própria pessoa ainda não sabe que quer ou teme. O tempo na análise não é determinado de antemão — ele segue o ritmo de cada processo singular.
Não há uma duração padrão. Alguns processos duram meses, outros anos. O que define é a questão que cada pessoa traz e o quanto ela deseja aprofundar sua investigação. A análise não termina quando o sintoma desaparece, mas quando a pessoa se sente pronta — e essa é uma percepção que emerge ao longo do próprio trabalho. O importante é que cada sessão já tem valor em si mesma.
O primeiro passo é simples: entre em contato para agendarmos uma sessão inicial. Esse primeiro encontro não é uma entrevista formal, mas um espaço para que você poderá falar sobre o que o trouxe e para que possamos avaliar juntos se faz sentido começarmos um trabalho. Não é preciso saber exatamente o que quer dizer nem ter tudo organizado. A análise começa exatamente onde você está.